Montag, 28. Juli 2008

Vai ficar tudo bem...

Ana caminhava com a sensacao de que estava sendo seguida. Eram dez e pouco da noite. Mesmo ela olhando para os lados e diversas vezes para trás, ela nao via ninguém. Mesmo assim, ela sentia que nao estava só. As ruas eram escuras e só havia luz nas proximidades dos refletores da rua. Era difícil de identificar o que estava à frente. Ana nao se deixava entimidar, e continuava caminhando. Por vezes mais devagar, por vezes mais rápido...ela nao tinha certeza de onde estava, nem pra onde estava indo, mas ela precisava continuar seguindo em frente.
O silêncio trazia angústia...dor. As lágrimas que rolavam sobre rosto desolado de Ana embassavam seus olhos claros, o que dificultava ainda mais olhar pra frente. Ana só conseguia olhava para baixo. As ruas escuras aumentavam mais o vazio dentro de seu ser e a iluminacao fraca impossibilitava ver o que estava à frente.
Ana pensou em gritar...pensou em correr e se esconder....mas sabia que seus gritos nao seriam ouvidos e uma vez que se escondesse, jamáis seria procurada.
Ela respirou fundo e apertou o passo. De repente, uma voz: " Nao chore. Já está tarde mesmo. Vamos pra casa que eu coloco você pra dormir. Vai ficar tudo bem, vc só precisa dormir um pouco". Uma senhora já com os seus 60 anos, falava com sua netinha ao saírem de um restaurante na esquina da rua do porto. A pequena estava chorosa e cansada. Já era tarde, estava escuro e ela nao queria estar alí. As simples palavras carinhosas da avó acalmaram seu coracao. Logo se aproximou o taxi, e as duas seguiram seu rumo. Ana observou aquela cena toda com muito carinho. Ela tbém nao sabia pq estava alí e ainda sozinha. Ela tbém nao queria estar alí. Ela tbém tinha dores por todos os lados....tbém chorava e se sentia mal....mas onde estava a velhinha carinhosa que ia levá-la pra casa e a colocar na cama?
Naquele momento, Ana se deu mesmo conta de que estava sendo seguida. Ela nao queria acreditar...nao queria encarar sua realidade, mas o momento chegara....era preciso fazer aquilo que tinha que tinha que ser feito. Ana entao parou. Olhou pras luzes dos postes de energia da rua do porto, e por mais difícil que lhe tenha sido, ela soltou um sorriso. Ainda tímido, mas a primeira medida para se libertar de sua perseguidora, que há tanto tempo a cegára de ver o que tinha no fim da rua...era ela, a DERROTA! Ana se entregara várias vezes, mesmo sem perceber. E derepente, ela já nao sabia mais como se livrar dela.
As palavras da senhora idosa para a neta ao saírem do restaurante tbém serviram de consolo a Ana e ela agora se déra conta de que também era hora de ir pra casa e dormir um pouco. " Vai ficar tudo bem", ela pensava.
E assim caminhou Ana até sua casa. A Derrota ainda à acompanhava, mas agora era diferente. Ana sabia que ela estava lá...agora ela já podia olhar nos seus olhos, mesmo que com medo, e se preparar para encarar o próximo dia...."Vai ficar tudo bem", ela pensava.....